15/01/08

Manu Chao & 3B Rio

SHOWS do BRASIL

3B·RIO

&

MANU CHAO

16.I.2008 > Brasilia

« Arena Futebol Clube »

Horário: 23h

Endereço: Arena Futebol Clube (SCES, trecho 3)

Pontos de Venda: No local

Preço: R$ 40 e R$ 20

17.I.2008 > Bahia

« Festival de Verão de Salvador »

www.festivaldeverao.com.br

1.II.2008 > Silvério Pessoa Show

Carnaval de Recife – Palco Marco Zero

www.silveriopessoa.com.br

*****

Manu Chao e 3 B Rio fazem show no Arena

O franco-espanhol Manu Chao (foto) se apresenta ao lado de B Negão, Bi Ribeiro e Bidu Cordeiro, do projeto 3B Rio. No repertório, world music, black, reggae, ska e dub


O Arena Clube recebe hoje (16) um encontro inusitado. 3 B Rio e Manu Chao dividem o palco, para apresentar o melhor do black, reggae, ska e dub. A partir das 23h. No Setor de Clubes Sul, trecho 3. Os ingressos custam R$ R$ 40 e R$ 20 (meia ).

O projeto 3B Rio reúne um baixista excepcional, que sabe conduzir os graves como poucos, um trombonista sagaz, e um talentoso MC, que compartilham referências musicais e têm as mesmas iniciais: Bi Ribeiro, Bidu Cordeiro, baixista e trompetista do Paralamas do Sucesso, respectivamente, além de B-Negão, ex- vocalista e compositor do Planet Hemp.

Para completar a festa, o trio contará no palco com a participação especial do renomado franco-espanhol Manu Chao. O cantor, mundialmente consagrado por seu trabalho anti-capitalista e com compromisso social, desenvolve um trabalho original, misturando em suas letras castelhano, francês e inglês.

No repertório, músicas de sua carreira solo (Manu já pertenceu ao grupo de rock Mano Negra), como Me Gustas Tu e Clandestino. E também canções de seu último álbum, La Radiolina, anunciado como o último em formato CD, já que agora Chao pretende vender seu trabalho via internet. B Negão tem em comum com Manu Chao o espírito independente. O músico brasileiro também disponibilizou seu disco, o único da carreira solo, via web, em 2003.

Não é a primeira vez que músicos do Paralamas do Sucesso se juntam a Manu Chao. Em 2005, a banda e Chao gravaram a música Soledad Cidadão.



Gil em alta estação
O artista e ministro faz show, amanhã, no Festival de Verão e celebra a diversidade dos eventos do gênero
Margareth Xavier

O ministro Gilberto Gil é uma das principais atrações da 10a edição do Festival de Verão Salvador, promovido pela TV Bahia e Icontent, empresas da Rede Bahia. A partir das 19h de amanhã até a madrugada de domingo, hypadas estrelas locais e nacionais desfilam pelos diversos espaços montados no Parque de Exposições, além dos internacionais Eagle-Eye Cherry e Manu Chao, que faz participação especial no show da banda 3BRio. E Gil, com seus mais de 40 anos de pura música e modéstia. « Muita gente que estará lá pelos outros artistas talvez nem me curta tanto assim. Aí está a beleza dos festivais desse tipo », comenta ele mesmo, ao falar das características de um evento marcado pela diversidade.

Com ou sem modéstia, ele é sem dúvida um dos músicos mais esperados do festival, o mesmo no qual ele fez seu primeiro show já como ministro da Cultura do governo Lula, em 2003. Para a alegria de quem curte também outros gêneros e estilos que não apenas a sua tropicalista MPB, o artista convida para cantar com ele « as meninas » Ivete Sangalo, Margareth Menezes e Cláudia Leitte e sua filha Preta Gil.

Pode funcionar como uma espécie de aquecimento do que pode rolar em plena folia baiana. No Carnaval deste ano, o trio e o camarote Expresso 2222 também comemoram dez anos e, sob o comando de Flora Gil, prometem muitas surpresas e belos encontros, como os memoráveis de anos passados (Caetano Veloso, Moraes Moreira e tantos outros).

Em entrevista por e-mail ao Folha, Gil expressa seu desejo de continuar no cargo de ministro. « Vou permanecer. Vou tentar terminar o meu trabalho com o presidente Lula ». Fala sobre o seu show de amanhã, o Carnaval e cantoras baianas, sobre cordas grossas e banda larga e aponta para um modelo de mundo onde o bacana é abraçar a diversidade e celebrar a diferença.

***

FOLHA – O Festival de Verão é um encontro eclético, de tendências e público bastante diversos e algumas, digamos assim, unanimidades (Gilberto Gil, por exemplo). Como o senhor percebe eventos desse gênero?

GILBERTO GIL – Não creio que eu seja unanimidade. Muita gente que estará lá pelos outros artistas talvez nem me curta tanto assim. Aí está a beleza dos festivais desse tipo. Vai-se atrás da diversidade. Vai-se celebrar a diferença. Vai-se até para curtir um pouco mais o que não se curte tanto em outras situações. Os festivais trabalham com a dimensão do compartilhamento, da aceitação, do amor. No Verão da Bahia, então, é barato total!

F – O Festival de Verão completa dez anos. O trio e camarote Expresso 2222 também. Com essa dupla comemoração, teremos um show especial?

GG – A noite será longa, quatro artistas se apresentando. Farei um show de músicas conhecidas e, quem sabe, uma ou duas mais novas. A minha apresentação, como as demais, deve durar pouco mais de uma hora.

F – O senhor declarou gostar muito de cantar com « as meninas baianas ». Não à toa vai estar no Festival com Margareth, Ivete e Cláudia Leitte. Por que essa preferência? Que músicas serão cantadas com elas?

GG – As meninas baianas já são uma instituição. Estão no Carnaval e na música pop de todo o ano, de todo o país. Convidei grandes amigas, como Ivete e Margô, a Cláudia que começo a conhecer e admirar e Preta (Gil, filha do artista) que é de casa. Revelar todos os números que vamos fazer juntos vai tirar a graça da surpresa na hora do show. Bem, vai ter o clássico Chupa toda, advinha com quem!!!?

FOLHA – Ainda sobre as cantoras baianas, todas elas certamente têm um santo e um encanto. E quais são seus jeitos e defeitos?

GG- As cantoras baianas todas cantam « com boca de cantor ». São impostadas. Típico do axé. Daniela e Margareth criaram o estilo que Ivete, Gil, Cláudia e tantas outras também seguiram. No começo, eu reagia mal, depois me acostumei e hoje acho que é mesmo uma bela marca. Teria sido assim como um defeito que virou virtude. No mais, as meninas baianas são só gostosura!

F – Com a turnê Banda larga, o senhor colocou mais brasa na discussão sobre direitos autorais, na qual era possível também compartihar imagens dos shows ao vivo.

GG – Muita gente, mundo afora, curtiu nossos shows pela Europa. Além disso, muita coisa dos shows e extra-palco ficou disponível para baixar. Está lá até hoje. Aliás, todo o meu acervo digitalizado disponivel vai agora para um site especial do YouTube. A partir do dia 22.

F – Sobre festas como o Carnaval baiano, ainda tão cheio de cordas, podemos pensar nelas como um avesso físico do compartilhamento hoje irreversível de culturas e saberes?

GG – Coisas do mundo atômico, o mundo dito físico, pré-quântico, um mundo em que as separações podem ser mantidas pela possibilidade de cordas físicas, grossas, palpáveis. No mundo subatômico dos bits e bytes já não é possível. Vem-se tentando de tudo para manter a possibilidade física das separações no mundo digital, mas é quase impossível. Hoje quem pode separar, no mundo eletrônico, é a simples vontade humana determinada por desejos, valores, dimensões éticas, estéticas, políticas, religiosas, ou de outras tantas naturezas simbólicas que encaminham os indivíduos nos seus impulsos. O mundo eletrônico instaura um paradigma de liberdade como nunca visto e que só aos poucos poderá ser transportado para o mundo da materialidade clássica convencional. « Se eu quiser falar com deus tenho que subir aos céus sem cordas pra segurar ». É para uma tal promessa de espiritualidade que apontam os exercícios propostos pelo mundo em que começamos a viver. Um dos mundos possíveis, pelo menos.

FOLHA – Desde 2003, o senhor vem construindo uma nova forma de pensar a cultura no Brasil e, ao longo desse tempo, transformou em elogios o que antes tinha sido ataque. O senhor vai permanecer no cargo?

GG – Sim, vou permanecer. Vou tentar terminar o meu trabalho com o presidente Lula. De todo modo, se por algum motivo eu precisar sair antes, temos a promessa do presidente de que o nosso programa geral continua com quem venha a me suceder.

Brasil

INVESTIMENTO MILIONÁRIO

Recife quer realizar maior carnaval de sua história

Ângela Lacerda

da Agência Estado

Na abertura Marisa Monte, Elza Soares, Lia de Itamaracá e orquestra de frevo. Manu Chao, Paralamas do Sucesso, Vanessa da Mata e Alcione são alguns dos artistas que se juntarão a Antonio Nóbrega, Lenine e Alceu Valença

15/01/2008

O prefeito do Recife, João Paulo (PT), não acredita que o envolvimento do compositor da escola de samba carioca Mangueira, Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, com o tráfico de drogas vá comprometer a imagem da agremiação e muito menos a do frevo – cujo centenário é o tema do desfile da verde-e-rosa deste ano.

« O Recife vai ser mostrado para o mundo, assim como o carnaval da cidade que cada vez mais esbanja criatividade e vitalidade », afirmou o prefeito, durante o lançamento da programação da festa que representa um investimento de R$ 31,7 milhões e espera atrair mais de 500 mil turistas. Sua expectativa é a de realizar, no último ano da sua segunda administração, o maior de todos os carnavais da história do Recife. Ser o tema do desfile da Mangueira dará ao frevo e ao carnaval pernambucano « o maior espaço de mídia que o nosso frevo

já teve », acredita.

A prefeitura injetou R$ 3 milhões no desfile da Mangueira. Para João Paulo, Tuchinha, um dos autores do samba-enredo da escola, está preso, assim como dirigentes da escola que estavam vinculados ao tráfico e são alvo de investigação policial. « Nem a Mangueira nem o frevo têm nada a ver com isso », minimizou ele, que calcula triplicar o retorno de mídia espontânea com o carnaval pernambucano como mote do desfile da Mangueira.

« A programação do carnaval é para arrebentar », avaliou o prefeito, ao anunciar que mais de 500 artistas e agremiações se apresentarão da sexta-feira gorda (1º/2) à quarta-feira de cinzas (6/2), revezando-se em 16 pólos oficiais – oito no centro da cidade e oito nos bairros da periferia. No espírito de carnaval democrático que caracteriza a festa em Pernambuco, ninguém precisa pagar ingresso e não há cordões de isolamento.

A abertura terá Marisa Monte, Elza Soares, Lia de Itamaracá e uma orquestra de frevo com 65 músicos sob a regência do maestro Ademir Araújo, que irão se incorporar à já tradicional apresentação de 500 batuqueiros de 14 nações de maracatu de baque virado sob a regência do percussionista Naná Vasconcelos.

O franco-espanhol Manu Chao e ainda Zeca Baleiro, Milton Nascimento, Paulo Miklos, Paralamas do Sucesso, Vanessa da Mata, Chico César, Moraes Moreira, Rita Ribeiro e Alcione são alguns dos artistas que irão se juntar aos pernambucanos Antonio Carlos Nóbrega, Lenine, Alceu Valença, Siba e a Fuloresta, Claudionor Germano, maestro Spock, Silvério Pessoa, Nação Zumbi, Fred Zero Quatro, China e DJ Dolores, entre outros, nos vários palcos da cidade.