19/06/11

Manu Chao no XIII FICA – Goias

Manu Chao defende atuação local
para salvar o planeta – Confira a entrevista coletiva

“Minha inspiração vem das coisas que me doem”, disse hoje o cantor Manu Chao, que se apresenta amanhã, dia 18, no XIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental. Como viaja muito por todos os continentes, ele disse ver muita degradação ambiental, como na China, México e nas geleiras, e ficar muito triste. Por isso, várias de suas músicas tem temática ambiental e no dia a dia Manu adota atitutes sustentáveis para causar menos impacto.

Uma delas é a escolha por não ter carro. “Moro em Barcelona e o o metrô funciona muito bem, não preciso de um carro próprio. Acabo encontrando muitos fãs da periferia que acham estranho eu estar no transporte público, mas reafirmo: não consumo o que não preciso”, explicou o artista.

Manu Chao disse se sentir honrado em participar de um festival que apóia o meio ambiente. Para ele, quem não vê que a cenário atual do planeta é insustentável é cego. Mas é impossível se envolver em todas as questões, por isso, a recomendação do artista é que cada um atue em ações locais, assim, os resultados são mais fáceis e mais rápidos de serem percebidos.
Como está a dois dias na Cidade de Goiás, o cantor teve tempo de conhecer a arquitetura local e disse que “a cidade é profundamente linda”. Os músicos da banda do cantor chegam hoje à noite no festival e já ensaiam para o show especial que estão preparando para amanhã.

 

 

 

 

 

 

 

 

13º Fica

Para alegria dos roqueiros

« Cheguei aqui de noite e logo curti o astral geral da cidade. Achei muito tranquila e com um povo muito bonito » Manu Chao, sobre a cidade de Goiás Manu Chao, hoje, e Rita Lee, amanhã, fazem a festa do rock no encerramento dos shows do festival

Renato Queiroz – (Colaborou Rute Guedes, da cidade de Goiás) 17 de junho de 2011 (sexta-feira)
Cristiano Borges

Para alegria dos roqueiros

Os fãs do rock não têm do que reclamar. Hoje eles realizam o sonho de ver em ação o cantor, músico, performer e ativista político franco-espanhol Manu Chao, atração principal dos shows do 13º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás. Amanhã, é a rainha do rock, Rita Lee, quem tem a missão de encerrar a maratona musical do evento. Os shows têm entrada franca.

Manu conta que o convite para se apresentar no Fica foi a oportunidade perfeita para ele finalmente conhecer Goiás. « Já tinha ouvido falar muito daqui. Fiquei feliz com o convite para o show porque junta a música com uma coisa que acho primordial, a questão ambiental. Também achei interessante fazer uma apresentação em praça pública e com entrada franca que atinge um público grande e heterogêneo », disse ao POPULAR.

Quase brasileiro – tem um filho cearense e a namorada é baiana -, o artista chegou a morar no Rio de Janeiro nos anos 1990, onde aprendeu o « portunhol », como ele mesmo define. O interesse pelo Fica foi tão grande que o artista antecipou sua chegada para quarta-feira à noite. No caminho entre Brasília, onde desembarcou vindo de Fortaleza, e a cidade de Goiás, acompanhou o eclipse lunar pela janela do carro.

« Cheguei aqui de noite e logo curti o astral geral da cidade. Achei muito tranquila e com um povo muito bonito », elogiou Manu, que está hospedado na Pousada Dona Sinhá, de onde tem uma das vista mais bonitas do Centro Histórico. Um dos ícones do movimento antiglobalização, Manu Chao atualmente tem rodado o mundo com a turnê La Ventura , que dispensou sua big band, a Radio Bemba, com média de sete músicos, para optar por uma versão mais « intimista », num clima de « boteco », como ele mesmo definiu.

Caldeirão sonoro

De Goiás, o artista parte para shows na Rússia, em diversas cidades da Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Munido de dois violões e bateria, o cantor poliglota (ele canta em francês, inglês, espanhol e em outros idiomas) deve revisitar o vasto repertório de sua carreira. Canções como Minha Galera , escrita em português, El Sur, Eldorado 1997, La Primavera, Clandestino e Me Gustas Tu não devem ficar fora do show, um dos mais aguardados desta edição do Fica. O trabalho de Manu Chao, que está prestes a completar 50 anos, é conhecido pela ousadia e pelas múltiplas influências sonoras.

A carreira-solo estourou mundialmente em 1998, com o lançamento do álbum Clandestino , fruto do tempo que passou cantando e compondo pela América Latina. Com ele, o artista se firmou entre os grandes nomes da música contemporânea.

O músico começou trabalhando em grandes bandas, com trompete, saxofone e instrumentos de percussão rústicos ou folclóricos, além dos habituais guitarra, bateria e sintetizadores. Nascido em Paris, atravessava o Canal da Mancha para mergulhar na cena punk em Londres na adolescência.

As múltiplas influências culturais moldaram seu trabalho desde cedo. A mistura musical resultou no trabalho do grupo Mano Negra (nome emprestado de uma organização anarquista espanhola), fundado pelo artista com um primo. O sucesso do primeiro single do grupo, o independente Mala Vida, rendeu imediatamente um contrato com a Virgin Records.

Por suas performances cheias de conotação política – muitas letras falam de imigração, drogas e outros problemas sociais -, Manu foi alçado à condição de porta-voz de uma geração. Ele não esconde sua ligação com os rebeldes zapatistas, no México ou sua simpatia pelo governo cubano (foi o artista quem cantou em Havana no 42º aniversário da morte de Che Guevara).

Claro que tanto engajamento já lhe rendeu o infame e inevitável trocadilho de « Manu Chato », apelido dado pelo crítico musical Antônio Carlos Miguel. Odiado por uns, venerados por outros, mas ainda pouco conhecido pela maioria no Brasil, Manu Chao promete mostrar no palco por que é considerado em quase todo o mundo um artista extraordinário.

Show do 13º Fica

Hoje

10h

24º Encontro de Violeiros, na Praça do Mercado

18h30

Ricardo Leão e Camilla Faustino, no Palácio Conde dos Arcos

22h30

DJ Daniel de Mello, Gloom e Manu Chao, na Praça de Eventos Beira Rio

Amanhã

18h

Recital de Música Erudita Brasileira, na Igreja Catedral de Santana

18h30

Cortejo Grupo Pilão de Prata – Samba de Roda, até a praça de eventos Beira Rio com saída da Praça do Rosário</CP>

19h30

DJ Maurício Mota, Diego de Moraes e o Sindicato e Rita Lee, na Praça de Eventos Beira Rio

 

Editorias / DM Revista

Mambembe de luxo

Manu Chao é o destaque hoje do Fica. Em entrevista ao DMRevista, cantor fala sobre legalização da maconha

17 de Junho de 2011

Taynara Borges
Da editoria do DMRevista, da Cidade de Goiás

Enfim, chegou o grande dia esperado por Gilvane Felipe. Aposta do presidente da Agepel para esta edição do Fica, hoje sobe ao palco montado na Praça de Eventos Beira Rio, na cidade de Goiás, o cantor francês Manu Chao, primeira atração internacional em 13 edições do festival. Seu show será aberto pelo DJ Daniel de Mello e pela banda goianiense Gloom.
Manu surge como a grande sacada dos organizadores para mudar a cara do evento e marcar a nova gestão do festival. Em decadência nos últimos anos, o Fica é a menina dos olhos da Agência Goiana de Cultura, e o sucesso deste ano será crucial para a nova equipe mostrar a que veio. E, embora alguns receiem do vulto deste empreendimento, Gilvane aponta: “Nada mais coerente que uma atração internacional em um show internacional”.

Marijuana
E o destino parece estar ajudando. O cantor aparece em momento bastante significativo. Grande (digamos) entusiasta da liberação do uso da maconha, Manu vem a Goiás numa semana de acirradas discussões sobre o assunto no País: a liberação para a realização da Marcha da Maconha – o protesto pelo direito de protestar – que, após chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), teve sua permissão concedida na última quarta-feira (15).
No entendimento dos ministros, os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização destas marchas. A novela vem seguindo desde o mês de maio, quando a Justiça proibiu manifestações pela legalização do uso de maconha em pelo menos nove capitais. No último dia 3 de junho, depois de vetada, a Marcha da Maconha do Distrito Federal acabou virando um protesto pela liberdade de expressão que atravessou a Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes, em frente ao STF.

Feira Hippie
Manu Chao é uma extensão de coisas. Mais com cara de Espanha do que França, suas músicas possuem uma atmosfera de teatro mambembe, com sua mistura de sons que vai do reggae ao hip hop, passando pela música caribenha, pelo flamenco, pelo bolero e até pelo rock. Referência na cultura latino-americana, e bastante chegado ao Brasil, podemos sentir ainda sua passagem pela nossa música, em algo mais próximo ao Nordeste.
Como ouvi certa feita, “esse cara parece uma Feira Hippie”. Além de misturar ritmos, Manu também mistura vozes. Ele canta em espanhol, francês, inglês, galego e português, muitos destes apenas em uma só canção. Seu primeiro trabalho significativo foi ao lado da banda Mano Negra, que já mixava um tanto de música espanhola, outro tanto de francesa e ainda algumas pitadas de punk. Em 1992, o grupo fez uma turnê marcante pela América Latina. Viajando de barco ao lado de atores e de um circo, tocou em cidades portuárias ao longo de toda a costa do continente. O auge da viagem aconteceu durante a convenção Eco 92, quando fizeram uma apresentação na Praça dos Arcos da Lapa-RJ, ao lado de Jello Biafra, da banda Dead Kennedys.
Entretanto, o Mano Negra se desfez quando Manu Chao montou, em 1995, o grupo Radio Bemba Sound System. Foi quando o cantor voltou para a América Latina, onde viveu alguns anos viajando e absorvendo novas culturas. O resultado musical desta experiência foi o disco Clandestino, lançado em 1998, talvez o mais conceituado. De lá pra cá ele lançou mais cinco álbuns e um DVD. Confira entrevista exclusiva concedida pelo cantor ao DMRevista.

 

Entrevista – Manu Chao

DMRevista – Na programação do Fica consta que você estaria participando da Oficina de Artes Plásticas  “Manwoz”. Mas isto não ocorreu, não é mesmo?
Manu Chao – Pois é. Foi uma confusão. Quem realizou a oficina foi meu amigo pintor Jacek Wozniak. Eu vim mesmo para fazer o show no sábado (hoje) e conhecer a cidade de Goiás.

DMRevista – Nestes três dias que está aqui já deu para conhecer a cidade? O que já deu tempo de ver por aqui?
Manu Chao – Que cidade linda!! Estou achando a cidade de Goiás maravilhosa! Estou passeando muito por aqui. Fui à oficina do meu amigo. Recepcionei os meninos da minha banda. Agora só falta o baterista, que chega hoje (sexta-feira). Ah, falta também parte do nosso material que foi extraviado. Mas chegará tudo a tempo.

DMRevista – Falando do seu trabalho… Clandestino veio após alguns anos de viagem pela América Latina. Como foi este processo? O que você viu e ouviu nesta caminhada?
Manu Chao – Viajei pela América Latina pela primeira vez com minha antiga banda, a Mano Negra, lá nos anos noventa. Mas estávamos em turnê, e não dava para ficar muito tempo nas cidades. Mas acabei por fazer muitos contatos e voltei depois, para conhecer o dia a dia de cada lugar. Fiquei muito no México e na Colômbia, onde atravessei todo o país de trem, e finalmente me instalei um tempo no Brasil, no Rio de Janeiro. Hoje, moro em Barcelona, na Espanha, e minha família está aqui no Ceará.

DMRevista – E sua ligação com a música brasileira? O que lhe agrada mais por aqui?
Manu Chao – Minha primeira surpresa no Brasil foi a música. Lá na Europa nós só conhecemos a Bossa Nova. Essa diversidade me surpreendeu. O Brasil é praticamente um continente. Ainda hoje, cada viagem que faço aqui é uma descoberta. Nunca poderia imaginar, estando lá na Europa, da existência dos repentistas do Nordeste, ou que o acordeão era tão importante na cultura brasileira. Gosto de toda a música feita aqui.

DMRevista – Você tem cantores preferidos?
Manu Chao – No Rio conheci músicas de artistas que passei a gostar muito, como Jackson do Pandeiro e Bezerra da Silva, por exemplo.

DMRevista – No Brasil hoje se discute muito sobre a legalização da maconha. O Supremo Tribunal Federal liberou esta semana a realização da Marcha da Maconha. Qual sua visão deste quadro – você, que conhece o Brasil? Você é pela legalização?!
Manu Chao – Há de se analisar a responsabilidade de se legalizar ou não a maconha. Não legalizar é deixar na mão da máfia. E eu sou contra a máfia. Estamos vendo o problema disso no México, onde a máfia está parecendo ser mais forte que o Estado. Isso é
muito perigoso.

DMRevista – Seu último disco é de 2008. Tem algum novo projeto em vista?
Manu Chao – Estou sempre gravando com a minha banda, que eu amo. Mas um disco não é minha prioridade agora…

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  1. CLAUS - 

    Opa! Sou um tecno-otimista assumido ente3o vou logo me aeedsrntanpo!Mas vou pedir licene7a para dar algumas definie7f5es prf3prias para otimismo e pessimismo:O otimismo sem controle naturalmente se degenera em acomodae7e3o, afinal tudo vai dar certo, sabe-se le1 porque ou grae7as a quem e, em sua miopia fane1tica ele vai se ajustando aos desastres provavelmente atribuindo-os a um misterioso plano divino.O pessimismo sem controle naturalmente se degenera em acomodae7e3o (e9 isso mesmo, igualzinho acima), afinal tudo vai dar errado mesmo ente3o o melhor a fazer e9 cuidar de mim mesmo e os outros que se danem.O otimista patolf3gico e9 um alienado, o pessimista patolf3gico um egoedsta.Geralmente Na minha experieancia pelo menos Com certeza e9 melhor ne3o ser nem otimista, nem pessimista, pelo menos ne3o do tipo patolf3gico.Por outro lado ne3o acredito muito que nf3s sejamos capazes de caminhar estritamente no meio, vulcanos donos de uma lf3gica acima do pessimismo ou do otimismo.Em humanos acredito mais em um tipo de mf3bile das duas fore7as para impedir justamente o mergulho irreversedvel em um ou outro.Outro ponto a considerar e9 que algumas personalidades gostam do desafio do impossedvel para estimule1-las e outras se sentem completamente esmagadas se ne3o tiverem certeza que tudo dare1 certo no final. O pessimismo ponderado estimula os primeiros e o otimismo (sempre ponderado) de1 fore7a aos outros.Apesar de me definir como otimista talvez minha vise3o de mundo paree7a bem pessimista e confesso que adoro o desafio das causas impossedveis.Alguns exemplos:Creio que nossa espe9cie tere1 que enfrentar enormes perdas de vidas por conta do esgotamento dos recursos materiais e mudane7as clime1ticas que reduzire3o drasticamente a oferta de alimento e liberare3o doene7as que este3o adormecidasCreio que a Internet ne3o foi criada para o bem da humanidade, mas como parte de um fenf4meno informacional que provavelmente nos transformare1 (na verdade je1 este1 transformando) em escravos da coleta de informae7f5es, processamento de dados, criae7e3o de unidades culturais (como veddeos criativos) e o fluxo disso tudo, da mesma forma que je1 fomos escravos da produe7e3o de bens materiais.Como bem observaram recentemente a cultura hipertextual e9 um duro golpe contra o raciocednio linear, essencial para construir uma linha de pensamento lf3gico e ne3o vejo sinal da construe7e3o de novos caminhos sine1pticos para lidar com essa estruturaNe3o vejo a menor chance da nossa sede consumista diminuir. Ou nossa espe9cie comee7a a criar colf4nias fora da Terra ou nossos problemas sere3o ainda maiores. E sinceramente, algue9m vea possibilidade de fazermos isso? Creio que sf3 o otimista patolf3gico Apesar disso tudo me defino como otimista pois tambe9m ne3o vejo como a nossa espe9cie poderia ser completamente exterminada (a menos que sejamos atingidos por um grande cataclisma cf3smico como o impacto com um cometa ou asterf3ide muito grande) e considero lf3gico supor que, diante disso, nossa civilizae7e3o continuare1 seu caminho evolutivo seja le1 para onde for.Tambe9m acredito que nossa tendeancia e9 em diree7e3o a uma estrutura onde he1 menos dor para cada indivedduo da nossa espe9cie e de outras. Ou seja, talvez milhf5es de pessoas morram em consequeancia do otimismo que nos fez subestimar as mudane7as clime1ticas nos faltimos se9culos (a peste negra je1 foi um grande cataclisma ecolf3gico e bem Tempos depois desenvolvemos o saneamento urbano, mas permanecemos cegos para outros problemas), mas o sentido do nosso desenvolvimento parece apontar para uma cultura mais empe1tica, democre1tica e outros princedpios que nos parecem moralmente bons.Bem, mas me parece que o ponto central do seu post e9: tercerteza de que tudo ire1 bem ou que tudo vai se acabar nos impede de agir. Concordo plenamente!Como vocea disse ainda he1 pouco: estar otimista e9 diferente de ser otimista.Ah! Tenho mais uma raze3o para me apresentar como otimista: pelo menos nas minhas redes sociais online e offline reina um pessimismo absoluto que tem certeza do fim da humanidade e que somos um tipo de praga que deveria ser erradicada do planeta Terra para que ele possa seguir em paz.Isso e9 um absurdo c9 como dizer que meu corpo e9 uma massa de carne repleta de pecado que impede minha alma de alcane7ar a iluminae7e3o e que por isso cometerei o suiceddio.Do ponto de vista humano a Terra sf3 faz sentido como nosso lar, mas tenho visto que, antes de preservar a Terra precisamos resgatar o amor prf3prio dos humanos.Por isso me apresento como otimista e levo mensagens otimistas para equilibrar o profundo pessimismo que tenho visto. Mesmo tendo certeza que em uns 50 ou 80 anos criaremos uma forma de conscieancia eletro-mece2nica que nos tornare1 obsoletos e mantere1 apenas alguns humanos em zoolf3gicos!Pronto! Falei! Dei vaze3o aos meus devaneios ciberpunks de nerds apaixonados por Philip K Dick e Douglas Adams

  2. PAULO - 

    Muito boa a redação, parabéns ao redator, escreveu muito bem sobre este grande artista e músico.

  3. VIVIANA - 

    The Queen of Diamonds is rather a guergoos machine. I saw it the day before the auction and I like it the way it truly is. It’s a shame that this sale lives Burdick with only three other Duesenbergs for display screen. None of them hold the lines of the Queen of Diamonds! This car needs to generally be ogled.